Escola Secundária D. Inês de Castro, Alcobaça

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Escola Secundária D. Inês de Castro, Alcobaça

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Reference code

PT/MESG/RAE/ESDIC

Descriptive dates

1921-[s.m.]-[s.d.] / 2009-[s.m.]-[s.d.]

Dimension and support

168,25 m.l.

Holding entity

Secretaria-Geral do Ministério da Educação e da Ciência

Producer

Portugal, Ministério da Educação, Direção Regional da Educação do Centro, Escola Secundária D. Inês de Castro

Biography or history

" Entre 1910 e 1918, os esforços do ilustre alcobacense Manuel Vieira Natividade, juntamente com Ana de Castro Osório e José Joaquim dos Santos, conduzem à criação, em 1918, da Escola Agrícola Feminina Vieira Natividade. O Decreto que a instituiu é de 18 de Abril de 1918 (Decreto nº 4105). As obras começaram com o lançamento da primeira pedra em 11 de Julho de 1921, sendo inaugurada em 3 de Maio de 1925. O projeto, supostamente de Raul Lino, era considerado arrojado para a época e sobrevive no edifício chamado, durante longos anos, “Escola Velha”. (Hoje, felizmente completamente recuperado, transformou-se numa inquestionável mais-valia para a Escola D. Inês de Castro e, indiscutivelmente, no seu “ex-libris” maior). Pela Escola Agrícola Feminina passou o insigne alcobacense Prof. Joaquim Vieira Natividade (1899-1968). Contudo, a sua passagem pela escola, para além de curta, parece ter sido dececionante para o futuro do grande investigador. Curta, de facto, haveria de ser a vida da Escola. Em 1933, face à pouca frequência da escola (que era frequentada por alunas oriundas do “Asilo da Infância Desvalida de Alcobaça” e, porventura por isso, rejeitada pelos pais de Alcobaça) e à política hostil do Estado Novo, dá-se a extinção da Escola. Em 1932, por iniciativa e a expensas da Câmara, é criado o Liceu Municipal - que funcionaria, durante a sua curta vigência, nas instalações da extinta Escola Agrícola Feminina. Com efeito, pouco tempo volvido, em vez de se transformar em Liceu Nacional, como era anseio da população, o Liceu Municipal foi, também, extinto. Em 1947, recomeça o ensino agrícola, com cursos de Pomicultura. Sediado na antiga escola, doravante chamada “Escola Prática de Agricultura Vieira Natividade”, o curso destinava-se a trabalhadores rurais. Entretanto, tendo por voz “O Alcoa”, começa a desenhar-se um movimento de apoio à construção de uma Escola Técnica Comercial e Industrial em Alcobaça. Estes esforços viriam a ser coroados de êxito, oito anos depois, com a transformação da Escola Prática Agrícola em “Escola Técnica de Alcobaça” (ETA), através do Decreto 40:029, de 28 de Junho de 1955. Entretanto, tinha já sido aberto concurso para a construção de um edifício que comportasse dignamente a recém criada Escola Técnica. Segundo a brochura do Ministério das Obras Públicas (Junta das Construções para o Ensino Técnico e Secundário), "NOVAS INSTALAÇÕES DE ESCOLAS TÉCNICAS E LICEUS a inaugurar em Abril e Maio de 1961", há as seguintes informações sobre a nossa escola: "Ficam as novas instalações da Escola Técnica de Alcobaça situadas na extensa propriedade agrícola do Estado, onde funcionou durante muitos anos a Escola Agrícola Vieira Natividade. Uma vez que seria desaconselhável dotar esta Vila de duas escolas, foram os novos edifícios localizados na citada propriedade onde será ministrado também o ensino agrícola.Além dos Cursos Elementares de Especialização Profissional Agrícola, serão ministrados, para uma população de 800 alunos, os cursos do Ciclo Preparatório e Complementares de Aprendizagem - serralheiro, ceramista e comércio. Início da obra: 12-5-58; Conclusão: 15-3-61; Custo total das instalações: 10.131.000$00; Área coberta: 3450 m2; Superfície de pavimentos: 5340 m2."Em 1971/72, foi incluída na Escola a secção liceal do Liceu de Leiria. Esta secção compunha-se de 5 anos, sendo cada um dos 3 últimos anos subdivididos nas secções de “Letras” e “Ciências”. Havia igualmente os 6º e 7º Anos. Em 1974/75, coincidente com a Revolução do 25 de Abril, deu-se uma “explosão” da população escolar. Por via disso, voltaram a ser ocupadas as instalações da Escola Velha - encerradas desde 1960. Foram também aproveitadas para instalações escolares os antigos dormitórios, construídos no final da década de 50 com as receitas da exploração agrícola. Em 1975/76, iniciou-se o Curso Geral Unificado do Ensino Secundário. A Lei 80/78 transforma todos os Liceus e Escolas Técnicas em “Escolas Secundárias”, ganhando a escola, então, o nome de Escola Secundária de Alcobaça. Em 1985/86, o ano escolar começou conturbado. Abandona-se a Escola Velha, completamente degradada, não obstante a colocação de um telhado novo em 1983, e são instalados (“provisoriamente”, mas até 2001) pavilhões pré-fabricados. Em 1988/89 é criada a Escola Secundária Nº 2 de Alcobaça, solução que aliviou bastante a pressão demográfica que se fazia sentir. Em 1990 (Janeiro), é celebrado o contrato programa para a criação da Escola Prática de Agricultura de Cister (EPACIS) em que são outorgantes o Estado (GETAP), a Escola Secundária Nº 1 de Alcobaça, a Câmara Municipal de Alcobaça, Cooperativa Agrícola de Alcobaça e a Cooperativa Agrícola dos Avicultores e Criadores de Gado da Benedita. Entretanto, a Escola Secundária Nº 1 de Alcobaça transforma-se em Escola Secundária D. Inês de Castro, em 24 de Setembro de 1993 (Despacho 140/SERE/93). Ultimamente, desde 2000, a Escola tem oscilado de tipologia: já foi escola apenas Secundária, voltou a acolher o 3º Ciclo... Neste momento, está, outra vez, a caminho de ser apenas Escola Secundária - razão pela qual já não temos connosco alunos do 7º ano (maio de 2008). Este facto pesou na alteração da tipologia da Escola que, por Despacho do Senhor Secretário de Estado da Educação, de 26 de Abril de 2007 (Ofício nº 22644, de 10 de Maio de 2007, da DREL), passou a ostentar a seguinte designação: ESCOLA SECUNDÁRIA D. INÊS DE CASTRO.A Escola D. Inês de Castro é, pois, herdeira direta da história do ensino em Alcobaça. Uma história que começou bem, mas que conheceu também grandes hiatos, graves silêncios. Fica a sensação de que Alcobaça foi amada pelos deuses e desprezada pelas gentes que a habitaram. Talvez a glória dos dias passados nos tenha, por momentos, paralisado. A todos..."[site da escola consultado no dia 16-09-2009]

Scope and content

O fundo da Escola Secundária D. Inês de Castro é constituído por 21 séries documentais pertencentes às secções: Administração e Gestão; Funcionamento Geral; Recursos Humanos; Recursos Financeiros; Ação Social Escolar; Pessoal Discente.

Arrangement

A organização das séries documentais inventariadas segue a estrutura adotada pela Portaria de Gestão de Documentos n.º 1310/2005, de 21 de Dezembro.

Access restrictions

Documentação sujeita a autorização para consulta.

Language of the material

Português

Physical characteristics and technical requirements

Mau estado de conservação.

Location

Arquivo em fase de instalação definitiva.

Related material

"Relatórios de actividades escolares dos reitores dos liceus"."Relatórios de actividades dos professores".

Publication notes

MOGARRO, Maria João - Arquivos e Educação: a construção da memória educativa. In Sísifo: Revista de Ciências da Educação. Lisboa. N.º 1 (Set./Dez. 2006). P. 71-82.

Holding entities of associated archival units

Portugal. Ministério da Educação. Secretaria-Geral. Direção de Serviços de Documentação e de Arquivo

Notes

A descrição do fundo realizada tem por base o inventário parcial realizado no âmbito do projeto BAME (Bibliotecas, Arquivos e Museus da Educação).