Escola Secundária de Emídio Navarro, Viseu

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Escola Secundária de Emídio Navarro, Viseu

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Reference code

PT/MESG/RAE/ESENV

Production dates

1914-02-22  to  2004-07-08 

Descriptive dates

1898-[s.m.]-[s.d.] / 2007-[s.m.]-[s.d.]

Dimension and support

187,93 m.l.; papel

Holding entity

Secretaria-Geral do Ministério da Educação e da Ciência

Producer

Portugal, Ministério da Educação, Direção Regional da Educação do Centro, Escola Secundária de Emídio Navarro.

Biography or history

O Ensino Técnico foi introduzido em Viseu com a criação da Escola de Desenho Industria de Viseu por Decreto Régio de 9 de Dezembro de 1898, onde já existia uma Escola Prática de Agricultura, a funcionar na Casa do Arco ou Solar dos Albuquerques. Em 9 de Dezembro de 1899, o Dr. José Augusto Pereira toma posse do cargo de Diretor da Escola e José de Almeida e Silva toma posse do lugar de professor, tal como o primeiro. A 24 de Janeiro de 1900 abre solenemente a Escola.Ao longo de oito décadas, foi sofrendo alteração na sua estrutura e designação. A Escola é convertida em 1915, pela Lei Orçamental de 31 de Agosto, em Escola de Desenho Industrial de Emídio Navarro. O Decreto nº 2.609-E, de 4 de Setembro de 1916, que aprova o regulamento da organização do ensino elementar industrial e comercial, traz já a designação de Escola Industrial e Comercial de Emídio Navarro. Resulta do facto de se decretar a criação do curso elementar do Comércio, que só foi criado na Escola após três anos. A Escola passa de 2 professores para cinco professores e três mestres.Em 29 de Abril de 1918, o Dr. José Augusto Pereira é exonerado do cargo de Diretor e o Dr. João Ferreira Gomes é nomeado provisoriamente. Por Decreto nº 5029, de 1 de Dezembro de 1918, foi criada a Escola Comercial de Viseu. Entre 1919 e 1926 funcionaram duas Escolas na Casa do Arco: Escola Comercial de Viseu e Escola de Carpintaria, Serralharia e Trabalhos Femininos de Emídio Navarro. A 15 de Março de 1919, Dr. José Augusto Pereira é reintegrado no cargo de Diretor da Escola de Carpintaria, Serralharia e Trabalhos Femininos e a 22 de Setembro do mesmo ano, Francisco Ribas de Sousa toma posse do cargo de Diretor da Escola Comercial. A 8 de Outubro de 1919 abre a Escola Comercial e quinze dias depois começam as aulas. Ribas de Sousa tenta, sem êxito, mudar a Escola Comercial, da Casa do Arco para o Palacete dos Malafaias, na Rua Direita.É determinada, por Decreto de 30 de Setembro de 1926, a fusão das duas Escolas num só estabelecimento de ensino, denominado Escola Industrial e Comercial de Viseu, que compreenderá duas secções, secção Industrial e secção Comercial.Disponibilizada, por Decreto de 24 de Janeiro de 1927, a verba de 300.000$00 para aquisição de um edifício para a instalação da Escola Industrial e Comercial de Viseu. Embora novo Decreto de 8 de Julho de 1928, altera a disposição anterior, determinando a saída dos Correios (o que acontecerá dez anos mais tarde) e a continuação da Escola na Casa do Arco, sendo a verba divida em partes iguais. Entre 1928 e 1930, ocorreram obras de beneficiação na Casa do Arco.Em 1930, através do Decreto nº 18.420, de 4 de Junho, procedeu-se a uma reorganização do Ensino Técnico Profissional. A Escola muda de nome, passa a designar-se Escola Industria e Comercial Dr. Azevedo Neves. Entendeu-se que deveria dar-se-lhe um patrono, foi escolhido o Dr. Azevedo Neves, embora nada tem a ver com Viseu. Ribas de Sousa cessa funções de Diretor, exonerado por motivos políticos, em 30 de Junho do mesmo ano. No dia seguinte toma posse do cargo o Coronel João de Almeida Leitão. A 8 de Novembro, é aprovado pela Direção Geral o contrato definitivo para a construção das Oficinas. A estrutura do Ensino Técnico Profissional veio a alterar-se por uma nova reforma, que introduz o Ciclo Preparatório e cria o Curso Geral do Comércio, o Curso de Formação Feminina, o Curso de Serralheiro, o Curso de Eletricista e os Cursos Complementares de Aprendizagem para Comerciantes e Empregados de Comércio. Em 1932, a Escola fazia-se representar na Grande Exposição Industrial Portuguesa, com trabalhos executados nas oficinas de Serralharia e Carpintaria, galardoados com vários prémios, entre eles diploma e medalha de ouro. A Escola tinha um Orfeão, um Grupo Cénico e um Jornal.Por ter atingido o limite da idade, em 1941, o Coronel Leitão cessa funções de Diretor. Assume interinamente a direção o Dr. Barroso da Silveira, mais conhecido por “Silveirinha”. Quatro meses depois, é nomeado o novo Diretor, o Dr. Joaquim Ferreira da Costa. Toma posse do cargo de Diretor, por escassos três meses, o Dr. João Augusto de Paiva a 13 de Maio de 1943 e a 10 de Agosto do mesmo ano, toma posse da direção o Dr. Alfredo Fernandes, que, ao cabo de dois anos, cessa funções, tomando conta da Escola o Professor Moreira de Figueiredo, que, nas atas, aparece “servindo o Director”. Em Novembro de 1945, a Escola encerra e ocorre a prisão de alguns alunos, devido a uma manifestação de natureza política. A 14 de Outubro de 1946, toma posse do cargo de Diretor o Dr. José Manuel Malheiro do Vale.A partir de 25 de Agosto de 1948, a Escola volta à sua anterior designação de Escola Industria e Comercial de Viseu. Com a criação de cursos e o desenvolvimento dos serviços, a Casa do Arco, já não respondiam às necessidades. A 25 de Janeiro de 1952, o Diretor anuncia ao Conselho Escolar que, após porfiados esforços, o edifício da Escola Primária Doutor Oliveira Salazar iria ser absorvido pela Escola Industrial e Comercial. A 18 de Novembro de 1953, é nomeado Diretor o Dr. Irondino Valério Peixoto Teixeira de Aguilar. Em Novembro de 1954, assume a Direção da Escola o Dr. Carlos Damião Franco. O Dr. Ribas de Sousa aposenta-se em 1959, por limite de idade. Durante a transição da década de 50 para a década de 60, ocorre a remodelação e ampliação do edifício que fora da Escola Salazar, a construção de uma nova ala e a construção das novas oficinas. É criada a secção de Mangualde, em 1971 e a Secção de Vouzela, em 1972. A posse da 1.ª Comissão de Gestão ocorreu no dia 24 de Setembro de 1974, após o 25 de Abril, e a posse da 2.ª Comissão de Gestão a 25 de Fevereiro de 1975.Em 29 de Outubro de 1979, pela Portaria nº 608, passou a designar-se Escola Secundária Emídio Navarro. A distinção entre Ensino Técnico e Ensino Liceal tinha acabado. Desde então, a Escola passou por transformações comuns aos outros Estabelecimentos de Ensino. Novos contextos e exigências determinaram profundas mudanças, em termos de estrutura e modo de funcionamento, desde a melhoria das instalações e equipamentos, com particular destaque para a introdução da Informática, ao alargamento dos recursos humanos, passando pela maior amplitude de recursos financeiros e novas formas de autonomia e gestão. A 9 de Dezembro de 1998 comemorou-se o Centenário da Escola.

Scope and content

O fundo da Escola Secundária de Emídio Navarro é constituído por 23 séries documentais pertencentes às secções: Administração e Gestão; Funcionamento Geral; Recursos Humanos; Recursos Financeiros; Ação Social Escolar; Informação e Comunicação; Atividade Científico-Pedagógica; Pessoal Discente.

Arrangement

A organização das séries documentais inventariadas segue a estrutura adotada pela Portaria de Gestão de Documentos n.º 1310/2005, de 21 de Dezembro.

Access restrictions

Documentação sujeita a autorização para consulta.

Language of the material

Português

Physical characteristics and technical requirements

Bom estado de conservação

Location

Arquivo em fase de instalação definitiva.

Related material

"Relatórios de actividades escolares dos reitores dos liceus"."Relatórios de actividades dos professores".

Publication notes

ESCOLA SECUNDÁRIA DE EMÍDIO NAVARRO - Historial. [Consult. 29 Out. 2009]. Viseu : ESEN, 1998. OLIVEIRA, A. Nazaré - De Escola de Desenho Industrial de Viseu à Escola Secundária de Emídio Navarro: 1898-1998. Viseu : ESEN, 1999. MOGARRO, Maria João - Arquivos e Educação: a construção da memória educativa. In Sísifo: Revista de Ciências da Educação. Lisboa. N.º 1 (Set./Dez. 2006). p. 71-82. [Consult. 6 Ago. 2009].

Holding entities of associated archival units

Portugal. Ministério da Educação. Secretaria-Geral. Direção de Serviços de Documentação e de Arquivo

Notes

A descrição do fundo realizada tem por base o inventário parcial realizado no âmbito do projeto BAME (Bibliotecas, Arquivos e Museus da Educação).