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Classification scheme
RAE
Rede de Arquivos Escolares
1867/2010
AEA
Agrupamento de Escolas de Anadia
1921/2010
(...)
ESRDL
Escola Secundária da Rainha D. Leonor, Lisboa
ESRM
Escola Secundária Conde de Monsaraz, Reguengos de Monsaraz
ESRT
Escola Secundária de Rio Tinto
1985-04-26/1995-10-09
ESS
Escola Secundária de Silves/Externato Silvense
1920/2010
ESSA
Escola Secundária de Santo André, Barreiro
ESSB
Escola Secundária Sá da Bandeira, Santarém
ACP
Actividade científico-pedagógica
AG
Administração e Gestão
FG
Funcionamento Geral
PD
Pessoal Discente
RF
Recursos Financeiros
RH
Recursos Humanos
ESSL
Escola Secundária de S. Lourenço, Portalegre
ESSM
Escola Secundária de Salvaterra de Magos
ESSMB
Escola Secundária Sá de Miranda, Braga
ESSMM
Escola Secundária de Santa Maria Maior, Viana do Castelo
ESSMS
Escola Secundária de Santa Maria, Sintra
1972/2009
(...)
ESVF
Escola Secundária Vergílio Ferreira, Lisboa
1983/2009
Escola Secundária Sá da Bandeira, Santarém
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Escola Secundária Sá da Bandeira, Santarém
Description details
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Description level
Fonds
Reference code
PT/MESG/RAE/ESSB
Descriptive dates
1863-[s.m.]-[s.d.] / 2009-[s.m.]-[s.d.]
Dimension and support
288,63 m.l.
Holding entity
Secretaria-Geral do Ministério da Educação e da Ciência
Producer
Portugal, Ministério da Educação, Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo, Escola Secundária Sá da Bandeira
Biography or history
Pela Portaria de 13 de Setembro de 1843, do Ministério do Reino foi dado o primeiro sinal de criação do Liceu de Santarém. Em ofício expedido de 4 de Outubro do mesmo ano, pelo Conselho Superior de Instrução Pública ficou estabelecido "que nas casas disponíveis do antigo colégio desta vila, onde já se acha a Escola Normal Primária e de Ensino Mútuo, sejam também colocadas as cadeiras de Latinidade e Filosofia a todas as do Ensino Secundário, ou qualquer outros estabelecimentos literários, que de futuro venham a existir".
" Tratava-se de um edifício, antigos Paços Reais, onde funcionara o Colégio Companhia de Jesus desde 1621 até à extinção da dita ordem pelo Marquês de Pombal e que, por decisão de D. Maria I em 1780, passara para tutela do Patriarcado de Lisboa, com o objectivo de ali se instalar um Seminário Patriarcal.
O percurso de vida do liceu cruza-se com a história desta instituição de ensino religioso, não só pela partilha de espaços como por uma relação umbilical que se estabelece entre as duas entidades a partir do ano de 1854, data em que o Liceu de Santarém é incorporado no Seminário Patriarcal.
Apesar da prescrição legal de início do seu funcionamento para o ano lectivo 1843/44, a actividade educativa do Liceu só nos é dada a conhecer a apartir do ano de 1847/48.
...Em acta do Conselho Escolar de 6 de Outubro de 1851, e seguindo as orientações do Conselho Superior de Instrução Pública, o reitor e comissário de estudos dava o liceu como definitivamente constituído, providos que estavam todos os lugares de professores. Dois anos depois, o Seminário Patriarcal reiniciava a sua actividade de educação religiosa de mancebos e, por carta de 12 de Agosto de 1854, o Liceu de Humanidades "existente em Santarém, que há muitos anos funcionava no pátio das aulas do mesmo edifício" era incorporado nessa instituição, sob a reitora comum de Joaquim Moreira Pinto. Os seminaristas fariam os estudos preparatórios conjuntamente com os alunos do liceu e completavam os estudos religiosos no seminário. Nesse mesmo ano habilitaram-se para exame 53 alunos do liceu e 55 do seminário, sendo necessário o recurso aos professores do instituto de exames.
...A afirmação do liceu na prestação de um ensino secundário público e laico fez-se um pouco à revelia da relação que mantinha, por força de lei, com o Seminário Patriarcal, instituição religiosa. Os seus responsáveis falavam na acção funesta que o ensino do liceu exercia nos alunos seminaristas e na quebra da sua vocação religiosa pelo convívio com os outros colegas: "ali se lhes destruía qualquer vocação que tivesse para a vida eclesiástica, empregando-se para isso a entrega de livros de más doutrinas, e outros meios que tornavam odioso o estado do sacerdócio"... Este conflito de fundo, entre distintos objectivos educativos, envolvia interesses contraditórios e punha a nu o problema principal, que era a questão da tutela. As posições assumidas pelo liceu marcavam a luta pela autonomia administrativa e pedagógica, publicamente conhecidas e apoiadas pela imprensa local.
O corte deu-se em 1875, com a separação dos alunos do seminário e do liceu, sendo necessário contratar novos professores e reorganizar os estudos dos futuros religiosos. Novamente foram chamados alguns docentes do liceu que exerceram a profissão nas duas instituições.
Com a subida do liceu a 1ª. classe, no início da década de 60, assistimos ao começo de uma fase de expansão do liceu. Esta fase corresponde à reitoria de Joaquim Maria da Silva, que permanecerá na liderança da instituição cerca de 40 anos, dando-lhe um cunho muito pessoal em termos de gestão administrativa e pedagógica, contribuindo para uma maior autonomia e prestígio.
Como Comissário de Estudos, o reitor alargava o seu campo de acção junto dos professores da instrução primária do distrito, granjeando para a instituição que tutelava um elevado prestígio, ocupando um lugar de charneira no campo da instrução em geral."
"No ano de 1911 o liceu passou a designar-se de "Liceu Nacional Sá da Bandeira" em honra do ilustre santareno.
O edifício do Seminário, progressivamente ocupado pelo Liceu ao longo dos anos, já não comportava o número crescente de pedidos de inscrição de alunos... e alunas.
Em 1940 iniciou-se a construção de um edifício no planalto de São Bento, segundo modelo oficial das construções escolares do Estado Novo, da autoria do arquitecto José Costa Silva, tendo o mesmo sido inaugurado em 11 de Outubro de 1943.
No ano de 1948/49, esta instituição adoptou o nome de "Liceu Nacional de Santarém", a qual, em 1979/80, no âmbito das inúmeras reformas da época, passou a "Escola Secundária de Sá da Bandeira", perpetuando, desta forma, o nome do insigne liberal."
Scope and content
O fundo da Escola Secundária Sá da Bandeira é constituído por 38 séries documentais pertencentes às secções: Administração e Gestão; Funcionamento Geral; Recursos Humanos; Recursos Financeiros; Actividade Científico-pedagógica; Pessoal Discente
Arrangement
A organização das séries documentais inventariadas segue a estrutura adoptada pela Portaria de Gestão de Documentos n.º 1310/2005, de 21 de Dezembro.
Access restrictions
Documentação sujeita a autorização para consulta.
Language of the material
Portuguêstuguês
Physical characteristics and technical requirements
Documentação em bom estado de conservação
Other finding aid
Inventário em folha de Excel.
Location
Arquivo em fase de instalação definitiva
Related material
"Relatórios de actividades escolares dos reitores dos liceus". O catálogo desta série documental pode ser consultado em www.sg.min-edu.pt/docs/directores_3_jms.pdf;
"Relatórios de actividades dos professores". O catalógo desta série documental pode ser consultado em www.sg.min-edu.pt/docs/professores_3jms.pdf
Publication notes
http://www.essb.pt/Textos/historia.htm
[consultada 2009-07-20] MOGARRO, Maria João - Arquivos e Educação: a construção da memória educativa. In Sísifo: Revista de Ciências da Educação. Lisboa. N.º 1 (Set./Dez. 2006). P. 71-82. O artigo pode ser consultado em www.sisifo.fpce.ul.pt/pdfs/01sisifopt06.pdf.
Holding entities of associated archival units
Portugal. Ministério da Educação. Secretaria-Geral. Direcção de Serviços de Informação Documentação. Divisão de Documentação e Património Cultural
Notes
A descrição do fundo realizada tem por base o inventário parcial realizado no âmbito do projecto BAME (Bibliotecas, Arquivos e Museus da Educação).