Escola Secundária Sebastião e Silva, Oeiras

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Escola Secundária Sebastião e Silva, Oeiras

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Reference code

PT/MESG/RAE/ESSS

Title type

Atribuído

Descriptive dates

1952-[s.m.]-[s.d.] / 2008-[s.m.]-[s.d.]

Dimension and support

470,73 m.l.

Holding entity

Secretaria-Geral do Ministério da Educação e da Ciência

Producer

Portugal, Ministério Educação, Direção Regional da Educação de Lisboa e Vale do Tejo, Escola Secundária Sebastião e Silva, Oeiras.

Biography or history

"1944: criaçãoNo Decreto-Lei nº 34143, de 24 de Novembro, art.º 1, estabelece-se a «criação de um Liceu Nacional, de dezasseis turmas, destinado à população escolar das zonas dos concelhos de Oeiras e Cascais, servido pela O Decreto-Lei nº 36 508, de 17 de Setembro, atribui ao Liceu criado em 1944 a denominação de Liceu de Oeiras, estabelecendo-lhe frequência mista e ensino no 1º e 2º ciclos liceais (atuais 5º a 9º anos de escolaridade).1950: construçãoInício da construção do edifício, com salas previstas para 35 alunos cada.1952: fixação dos quadrosO Decreto-Lei nº 38 807, de 29 de Junho de 1952, fixa os quadros de pessoal docente: 1º, 2º, 3º, 4º, 5º, 6º, 7º e 9º grupos: um professor efetivo para cada grupo; 8º grupo: 2 professores efetivos. E esclarece que, enquanto não for designado Reitor, as suas funções serão exercidas por um Inspetor do ensino liceal, em regime de acumulação.Início de funcionamentoEm 1 de Outubro de 1952, com duas turmas do 1º ano, uma do 2º, duas do 3º, uma do 4º e uma do 5º (as turmas do 2º, 4º e 5º são mistas, por não terem número de alunos suficiente para desdobrarem por sexo), iniciam-se as aulas no Liceu de Oeiras.Inauguração solene (18 de Outubro de 1952)O Liceu de Oeiras é inaugurado oficialmente em cerimónia realizada no seu ginásio. Simbolicamente, são inaugurados na mesma cerimónia os liceus de Aveiro e de Póvoa do Varzim, as Escolas Técnicas Josefa de Óbidos e Nuno Gonçalves, de Lisboa, e Gomes Teixeira, do Porto. A cerimónia decorre com a presença do Presidente da República, General Craveiro Lopes, do Ministro da Educação, Pires de Lima, do Ministro das Obras Públicas, Frederico Ulrich, do Administrador Delegado da Junta de Construções Escolares, do Comandante Geral da Armada, do Diretor do Instituto de Altos Estudos Militares, do Comandante da GNR, do Comandante da Guarda Fiscal, do Comandante da Defesa Marítima de Lisboa, do Comandante Geral da PSP, do Presidente do Conselho Superior de Obras Públicas, do Diretor Geral da Fazenda Pública, do Diretor Geral do Ensino Técnico, do Diretor Geral do Ensino Liceal, do Diretor Geral do Ensino Primário, do Comissário Distrital da União Nacional, dos Presidentes das Câmaras de Oeiras, Cascais e Lisboa, do Chefe de Serviços de Imprensa do SNI e do Conselheiro de Estado Caeiro da Mata que, quando Ministro da Educação Nacional, promulgara em 1944 o Diploma que criou o liceu, entre outros.A inauguração verifica-se com as obras da primeira fase concluídas. Mais tarde, será construída uma nova ala.Nesse ano inaugural, constituíam o corpo docente 14 professores, sendo 5 deles efetivos.Entrada em funções do ReitorEm 29 de Outubro de 1952, é nomeado Reitor o Dr. Ilídio Mexia de Brito, que se manteve em funções até 1974, altura em que pediu a sua aposentação.1956No liceu passa a funcionar o 3º ciclo, correspondente aos atuais 10º, 11º e 12º anos, com turmas mistas, quando o número de alunos em cada alínea (atuais agrupamentos) não fosse suficiente para formar turmas separadas por sexos.Anos 50/60A frequência do Liceu cresceu exponencialmente, recebendo quer alunos da zona que servia inicialmente, quer alunos excedentários doutros liceus. O edifício não comporta a frequência. Efetua-se a adaptação de alguns espaços e, em 1957/58, é iniciado o regime de desdobramento total -- meninas de manhã, rapazes no turno da tarde. Em 1959/60, o edifício é completado com um novo pavilhão (atual pavilhão de Ciências) e mais dois ginásios.Durante este período, o Liceu abriu Secções em Algés, Amadora e Nova Oeiras e teve que recorrer à instalação de pavilhões pré-fabricados nos pátios.No final dos anos 60, a entrada em funcionamento do Liceu de S. João do Estoril e a redefinição das zonas pedagógicas Oeiras-Sintra-Cascais, nomeadamente com a modificação das áreas de influência do ensino particular, descongestiona ligeiramente o Liceu, mas a relação com os estabelecimentos de ensino particular agrava em muito o movimento de exames escritos e orais que nele passam a realizar-se.1974Na sequência da modificação do regime político, cessam funções os órgãos diretivos dos Liceus. No caso de Oeiras, o Reitor é substituído por uma Comissão de Gestão eleita com representantes do pessoal docente, discente, administrativo e auxiliar.É eleito Presidente da Comissão de Gestão o Dr. Luís António Ardisson Pereira e Presidente do Conselho Administrativo o ex-Vice Reitor Dr. José Duarte da Silva Paulo. Antigos e novos dirigentes colaboram até final do ano letivo e o Reitor Mexia de Brito deixa o Liceu com um almoço de homenagem no refeitório, participado amplamente.Anos 70/80O Liceu voltou a crescer desmedidamente, recebendo, agora, alunos filhos de portugueses retornados das ex-colónias. Durante este período, abriu Secções em S. Pedro do Estoril, na Colónia Balnear Infantil do Século e numa antiga maternidade do Monte do Estoril. Neste período, iniciou o ensino noturno e construiu dois pavilhões-oficina em alvenaria. A partir de 1980, abriu uma Secção na Quinta do Marquês, em pavilhões pré-fabricados, Secção que veio a autonomizar-se como Escola Secundária da Quinta do Marquês.1975Por proposta do Dr. Silva Paulo, o Liceu solicitou, em 1975, autorização para ter como patrono o Prof. Sebastião e Silva, grande matemático português ligado ao Liceu de Oeiras pelas ações de formação de professores que nele realizou e que foram pioneiras nas áreas pedagógica e da didática das matemáticas. Ao longo do seu funcionamento, o Liceu tem-se distinguido:- na prática desportiva, tendo os seus alunos ganho diversos prémios em modalidades como o andebol, o basquetebol e o voleibol;- na formação de professores, tendo tido numerosos grupos de estágio, e sendo, hoje, sede de um Centro de Formação Contínua (CFO) com cerca de setenta escolas associadas; - na dinamização de atividades interculturais, tendo mantido, em articulação com a Câmara Municipal de Oeiras, um processo de geminação com o Liceu Ludgero Lima de Cabo Verde; - na participação dos pais na vida da escola e na história do associativismo dos Encarregados de Educação em Portugal na participação na construção da sociedade de informação e recurso às TICs, nas vertentes administrativa, didactico-pedagógica e informativa. A Escola Secundária Sebastião e Silva tem hoje uma rede informática que abrange todas as salas de aula, o que constitui um recurso didático-pedagógico à disposição dos professores e permite o registo eletrónico de sumários e marcação de faltas, com disponibilização de informação on-line. No ano da Comemoração dos 50 anos de funcionamento, constituiu-se a Associação de Antigos Alunos e Amigos do Liceu Nacional de Oeiras/Escola Secundária Sebastião e Silva".

Scope and content

O fundo da Escola Secundária Sebastião e Silva é constituído por 39 séries documentais pertencentes a 7 secções: Administração e Gestão; Funcionamento Geral; Recursos Humanos; Recursos Financeiros; Ação Social Escolar; Atividades Científico-Pedagógica; Pessoal Discente.

Access restrictions

Documentação sujeita a autorização para consulta.

Language of the material

Português

Physical characteristics and technical requirements

Bom estado de conservação

Location

Arquivo em fase de instalação definitiva

Related material

Relatórios de atividades escolares dos reitores dos liceus (SR)Relatórios de actividades dos professores (SR)

Publication notes

MOGARRO, Maria João - Arquivos e Educação: a construção da memória educativa. In Sísifo: Revista de Ciências da Educação. Lisboa. N.º 1 (Set./Dez. 2006). P. 71-82.

Holding entities of associated archival units

Portugal, Ministério da Educação, Secretaria-Geral, Direção de Serviços de Documentação e de Arquivo

Notes

A descrição do fundo realizada tem por base o inventário parcial realizado no âmbito do projeto BAME (Bibliotecas, Arquivos e Museus da Educação).